Raquel Dodge: primeira mulher no comando da PGR

A nova procuradora tomou posse nesta segunda (18/9), defendendo uma atuação além da área criminal, onde os direitos das mulheres, dos indígenas, também sejam priorizados. Três novas secretarias serão criadas: Função Constitucional; Direitos Humanos e Defesa Coletiva; e da Função Penal Originária. 

Foi empossada nesta segunda-feira – 18 de setembro – a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Em seu discurso de posse, a nova procuradora afirmou que a “harmonia entre os poderes é um requisito para a estabilidade da nação”. Raquel, primeira mulher à frente do comando da PGR, assume a nova função num momento de conflito entre o presidente Michel Temer e seu antecessor, Rodrigo Janot, que não participou do evento, deixando de transferir o cargo à sua sucessora.

Além da participação do presidente Michel Temer, a solenidade foi prestigiada pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia; presidente da Câmara, Rodrigo Maia; e pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira.

Raquel Dodge assume a cadeira que pertenceu a Rodrigo Janot nos últimos quatro anos. Em seu discurso de, aproximadamente, 10 minutos, a nova procuradora-geral defendeu a harmonia entre os poderes, destacando a importância do MP: “O Ministério Público, como defensor constitucional do interesse público, posta-se ao lado dos cidadãos para cumprir o que lhe incumbe claramente a Constituição e de modo a assegurar que todos são iguais e todos são livres, que o devido processo legal é um direito e que a harmonia entre os poderes é um requisito para a estabilidade da nação.”, afirmou Dodge.

A nova chefa do Ministério Público diz querer menos exposição para que o ambiente de normalidade seja retomado na PGR. A procuradora, buscando nova dinâmica às investigações, já promoveu mudanças na força-tarefa da Lava Jato – o coração da PGR – ao dispensar dois integrantes da confiança de Rodrigo Janot (que sairão dentro do prazo de 30 dias) e nomear o procurador regional, José Alfredo de Paula, para chefiar a equipe.

Dodge defende uma atuação além da área criminal, onde os direitos das mulheres, dos indígenas, também sejam priorizados. Três novas secretarias serão criadas: Função Constitucional; Direitos Humanos e Defesa Coletiva; e da Função Penal Originária.

A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, faz parte do Ministério Público Federal há mais de 30 anos, tendo entre suas ações, a liderança nas investigações da Operação Caixa de Pandora, que culminou na prisão do então governador José Roberto Arruda, em 2009. Dodge foi indicada pelo presidente Temer e teve aprovação de 74 senadores, porém, na lista tríplice da eleição ao cargo, ela ficou atrás do subprocurador-geral da República Nicolao Dino – preferido de Rodrigo Janot. (OS)